Hyperion

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Minha alma é uma orquestra oculta; não sei que instrumentos tange e range, cordas e harpas, timbales e tambores, dentro de mim. só me reconheço como sinfonia.
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Não são só as famosas palavras Love/Hate que o tornam bizarro; é sobretudo o contraste entre a sua aparente bonomia e os seus intentos expressos no olhar, que incomodam o espectador e as outras personagens. Também Gish é uma personagem contraditória, pois o seu corpo frágil esconde a determinação do seu olhar e das mãos que seguram a espingarda. É as crianças ou mais precisamente aquilo que elas têm que ele persegue. Mas isso será apenas o pretexto para nos deliciarmos com fabulosas imagens debaixo de água, uma reutilização da íris como recurso narrativo e uma viagem ao longo de um rio por parte das crianças.
E para inaugurar a cinemateca francesa nada melhor do que a programação da obra integral de Jean Renoir. Quem se deslocar à cinemateca pode ainda ver a exposição Renoir/Renoir onde se compara a arte de Pierre-Auguste Renoir com excertos dos filmes do seu filho Jean Renoir.
A integral Jean Renoir começou hoje com a projecção de The River. Podem ler um excelente artigo sobre a obra de Jean Renoir aqui.
É curioso que em pleno século XXI ainda seja tão difícil de aceitar que todos os seres vivos do planeta Terra são o resultado de uma evolução de milhares de milhões de anos, fruto de incontáveis combinações aleatórias. A incapacidade humana em aceitar que não somos especiais, mas simplesmente uma das espécies que evoluiu juntamente com outras, é realmente mais forte do que se pensa.
Um dos que parece ter dúvidas é George W. Bush. Ter um presidente que defende o ensino da teoria “Intelligent Design” em pé de igualdade com a evolução devia entristecer qualquer cidadão norte-americano. Segundo ele, as crianças devem conhecer os dois pontos de vista em discussão, para que depois possam escolher entre eles. É um ponto de vista defensável, quando não há provas evidentes em prol de um deles. Mas desde 1859 – ano em que Darwin publica “A origem das Espécies” – as provas a favor da teoria da evolução foram acumulando-se e é com incredulidade que se lê estas notícias. Como é que os criacionistas explicam os fósseis e, mais do que isso, a evolução que se pode observar nestes?
Infelizmente isto não passa de uma manobra dos neoconservadores dos EUA para alargarem ainda mais o seu poder e influência. Ao acusarem os cientistas de arrogantes por não aceitarem debater estas questões, eles esperam conquistar mais pessoas para sua causa. O pior é que o objectivo destes a longo prazo vai muito para além do criacionismo. Aquilo que eles querem é acabar com a separação entre o Estado e a religião. Cabe aos cidadãos expulsar estes indivíduos do poder o mais rapidamente possível.
Michael Moore bem que podia fazer um filme sobre os criacionistas…
O eclipse anular do Sol não é muito frequente – em Portugal o último ocorreu em 1764! Talvez isso convença alguns a deslocar-se ao nordeste de Portugal. Só assim poderão ver ao vivo o bonito anel de fogo. É também uma boa oportunidade para visitar Argozelo e outras terras da região.
Podem ler mais detalhes e ver mais figuras aqui e aqui. De salientar a última recomendação, um sítio português de grande qualidade.
A grande maioria dos filmes realizados por Georges Méliès foram dados como perdidos mas felizmente alguns deles têm sido descobertos. Neste sítio – apesar de estar muito desactualizado – podem ver a lista de filmes de Méliès entretanto encontrados. Desde o mais conhecido Le Voyage dans la Lune até Le Voyage à travers l’ Impossible quase tudo era permitido à personagem desempenhada por Méliès, até bater com um chapéu-de-chuva nos pobres selenitas do primeiro filme.
A contribuição dele para o cinema ficará para sempre associada às trucagens – que ele descobriu por acaso. Foram estas que deram ao cinema uma perspectiva que ia para além da mera cópia da realidade. Com Méliès, o cinema escapou ao seu destino documental, para abraçar um mundo de ilusões onde o realizador pode transformá-lo de acordo com as suas conveniências, como Fellini o mostraria – talvez melhor do que ninguém – em 8 ½.
O homem nunca foi à Lua? Marte tem estruturas regulares que indiciam uma anterior ocupação deste planeta por alienígenas? A NASA oculta provas da existência de vermes enormes e de fósseis em Marte?
A maior parte de nós já ouviu algumas destas teorias de conspiração. Quem as defende afirma que os governos mundiais sonegam informação com o objectivo de evitar o pânico a nível mundial. Os conspiradores são diligentes e procuram provas para comprovar as suas teses. Infelizmente a sua ânsia em convencer os outros das suas ideias, leva-os muitas vezes a não terem muitos escrúpulos...
Bad Astronomy é um excelente sítio para conhecer muitas dessas teses e também as falsidades a que estes recorrem para convencer os incautos.
A data de lançamento na Amazon inglesa é no dia 24 de Outubro. É o DVD mais aguardado por mim. Podem ler mais informação no sítio da editora inglesa dedicado a este filme aqui.
Michael Griffin, o administrador da NASA, anunciou hoje que agência espacial norte-americana quer voltar a pisar o solo lunar no final da próxima década. Desta vez, porém, o regresso é muito mais ambicioso. O objectivo agora é estabelecer na Lua uma base que possa ter em permanência astronautas. O pólo Sul é mesmo apontado como um local bastante provável para esta. Para concretizar estas ideias já está em estudo um novo veículo espacial a utilizar em futuras missões. O modo como as missões serão realizadas pode ser visto e lido aqui. Com uma base lunar a funcionar, a tão ansiada ida ao planeta Marte fica mais próxima da realidade.
Até hoje caminharam na Lua 12 astronautas. A história dos primeiros dois – Neil Armstrong e Buzz Aldrin – já é sobejamente conhecida. Tanto eles como a Apollo 11 ficaram com um lugar na história do século XX. Houve ainda mais cinco missões onde mais astronautas tiveram o privilégio de passear na Lua: Pete Conrad e Alan Bean na Apollo 12; Alan Shepard e Edgar Mitchell na Apollo 14; David Scott e James Irwin na Apollo 15; John Young e Charles Duke na Apollo 16 e finalmente Eugene Cernan e Harrison Schmitt na Apollo 17. Podem consultar esta página para saber mais pormenores. Lá para 2018 novos capítulos podem ser acrescentados a esta – ainda – curta aventura humana.
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For Victor and for his two directors, the underworld soon proves a more hospitable place than the world above, and far more entertaining. Above, the living shuffle about as somnolently as zombies amid a rainbow of gray, while down below, the walls are splashed with absinthe green, and the skeletons shake, rattle and roll. Bursting with mischief and life of a sort (think the grinning skulls of the Mexican artist José Guadalupe Posada), these skeletons dance themselves to pieces for a bravura musical number marred only by the composer Danny Elfman's insistence on recycling the same string of notes again and again. The notes reverberate more pleasantly when a gathering of spiders mend Victor's suit, notably because they trill a Gilbert and Sullivan pastiche as they stitch.
It all ends happily ever after, of course, though not before Mr. Burton and company have gathered the dead with the undead, and given a kick in the pants to a pinched-faced pastor even more shriveled than the bride herself. The anticlerical bit gives the story a piquant touch, while the reunion between the corpses and the ostensibly living further swells the numbers of zombies that have lately run amok in the movies. Cinema's reinvigorated fixation with the living dead suggests that we are in the grip of an impossible longing, or perhaps it's just another movie cycle running its course. Whatever the case, there is something heartening about Mr. Burton's love for bones and rot here, if only because it suggests, despite some recent evidence, that he is not yet ready to abandon his own dark kingdom.
Há cada vez mais astrónomos a defender que Plutão não é um planeta mas apenas o primeiro corpo celeste da cintura de Kuiper a ser descoberto. Mas certezas ainda ninguém tem. Para esclarecer esta questão é necessário recolher mais dados sobre as características de Plutão e da sua lua Caronte, comparando-as depois com os seus vizinhos. A maior ou menor semelhança destes com Plutão ditará a sentença final.
O sitio da BBC apresenta a fotografia mais recente de Plutão.
Apesar de estar longe de ser perceptível é preciso dizer que Plutão é o único planeta a quem a humanidade ainda não conseguiu tirar um grande plano. Por isso esta foto é um passo em frente.
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Para o ano vai ser lançada a sonda New Horizons com o intuito de desvendar os mistérios destes dois corpos longínquos. Infelizmente a sonda só vai chegar a Plutão em 2015. Até lá os astrónomos vão continuar a tentar obter mais dados que possam contribuir para uma melhor compreensão de Plutão e Caronte.
Se quiserem que o vosso nome fique associado à missão New Horizons vejam este sítio. O prazo termina nesta quinta-feira… Hurry Up!!
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