Monday, January 16, 2006

Stardust & New Horizons

Ontem poisou no deserto de Utah, nos Estados Unidos, a cápsula transportada pela sonda Stardust. Os cientistas vão poder finalmente investigar as partículas aprisionadas na cápsula de alumínio. O material recolhido é uma mistura de partículas interestelares e do cometa Wild 2.

Tal como já tinha referido anteriormente, o interesse nestas partículas deve-se ao facto de permanecerem inalteradas, desde a origem do Sistema Solar. Ao estudá-las, os cientistas estão a recuar no tempo.

A NASA está imparável e amanhã será a vez do lançamento da missão New Horizons, pelo foguetão Atlas V 551. Plutão, Caronte e os objectos da Cintura de Kuiper são o objectivo desta missão.

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Wednesday, January 04, 2006

Pedaços do céu...

No próximo dia 15 a sonda Stardust regressa à Terra. No seu interior estão armazenadas amostras do cometa Wild 2 e de poeira interestelar. As amostras do cometa foram colhidas a 2 de Janeiro de 2004. A sonda Stardust passou a uma distância 236 quilómetros do cometa.

Afinal qual é o interesse de analisar a constituição dos cometas? Aquilo que desperta a curiosidade dos cientistas é o facto dos cometas serem formados pelos restos mais primitivos do Sistema Solar. A matéria que não serviu para formar os planetas e os seus satélites, ficou para sempre aprisionada nos cometas. Assim, as amostras que os cientistas vão analisar, depois do dia 15, permitem aceder à matéria inalterada desde o princípio da formação do Sistema Solar.

Ao examinarem o conteúdo estão na realidade a realizar uma viagem no tempo. Vão poder recuar ao tempo em que o nosso Sistema Solar se estava a formar…há quatro mil e quinhentos milhões de anos.

Durante a maior parte do tempo os cometas orbitam no interior da Nuvem de Oort ou na Cintura de Kuiper, onde as temperaturas são pouco maiores do que o zero absoluto. Também não é para menos, pois a distância da Nuvem de Oort ao Sol pode ser mais de 50 000 mil vezes a distância da Terra ao Sol.

Na fase terminal da sua estadia no Sistema Solar, os cometas saem dos confins do sistema Solar e cruzam as órbitas dos planetas interiores. Ao aproximarem-se do Sol, surge a cabeleira, pela qual são conhecidos. A cabeleira resulta do aquecimento da parte exterior do cometa. Quanto mais perto do Sol passarem, mais ficam sujeitos a serem ejectados do Sistema Solar ou colidir com algum planeta, como aconteceu com o cometa Shoemaker-Levy 9.

Além das emissões gasosas, que podem ser observadas da Terra através de telescópios, também há a emissão de partículas de poeira e bocados de rocha. São estes que interessam aos cientistas. A missão serviu também obter imagens de um cometa como nunca se tinha conseguido.

Podem acompanhar a contagem decrescente para o regresso desta sonda no sítio dedicado a esta missão.

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